terça-feira, 2 de abril de 2013

 A  exposição da artista plástica Joana Vasconcelos, que inaugurou na sexta-feira à noite no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, recebeu 4.646 visitantes no fim de semana, indicou a agência Lusa.
A não perder, de 23 de março a 3 de agosto.


HORÁRIOS 
Todos os dias: das 10h00 às 19h00 Exceptuando Sábado: das 10h00 às 21h00 Encerra à quarta-feira e no Domingo de Páscoa.
PREÇOS Normal – 10€ 

sexta-feira, 15 de março de 2013


As merecidas férias da Páscoa aproximam-se!
O 100% Jornal deixa-vos aqui algumas leituras para uns momentos de descontração.

PAIXÃO

Sentado na minha cama
Não paro de pensar,
Esta é a maneira
Que encontro para te amar.

Procuro a solução
De te poder conhecer.
Quero tentar percorrer
A tua pele macia,
Sem poder esquecer
Aqueles momentos de magia.

Fico perplexo
Com o teu cabelo cintilante!
Parece uma borboleta esvoaçante
Que nunca se cansa por onde passa
Nunca poisa em ramo algum.

Os teus olhos são simplesmente
Dois frutos brilhantes,
Com uma cor acastanhada
E umas pupilas deslumbrantes!

Desta maneira apaixonante
Revelo-te a minha intimidade,
Dou-te o meu coração
Cheio de ansiedade.

Despeço-me de ti,
Oferecendo esta paixão.
Digo que te amo,
Sem qualquer ilusão.

                                                                                              Sérgio Francês, nº 16, 9º A


Passarinho

Voa passarinho, voa.
Abre as asas e voa.
Não esperes pela tua liberdade,
Voa em busca da felicidade.


Leva-me contigo. Deixa-me voar
O céu azul é o teu abrigo e nele eu quero mergulhar.
Duas vaidosas asas e um explosivo coração
É tudo o que precisas para viver esta louca emoção.

Admiro o teu espírito apaixonado,
Apaixonado pela vida.
És um puro aventurado
Que está sempre de partida.

Faz voar a minha alma, tira-a deste tormento
Deixa-me esquecer as mágoas e todo este sofrimento.
Dói-me o coração ao ver esta cruel realidade
Observar um mundo pobre e repleto de maldade.

Quem me dera ter o poder
De um pássaro ser
Ser o dono deste céu ilimitado
O meu refúgio encantado.

Voa passarinho, voa.
Abre as asas e voa.
Procura o autor desta bela melodia
Voa em busca das coisas boas do dia-a-dia.

                                                                                              Tatiana Pereira, nº 18, 9º A

Os livros que devoraram o meu pai

         Elias Bonfim começou também a ler como o seu pai. Lia desde livros de terror até aos de romance, era um verdadeiro amante da leitura.
        Apenas com quatro anos, leu o seu primeiro livro, mas foi aos doze que encontrou a obra perfeita: O Corpo da Língua Portuguesa. O livro contava a história de um corpo que era um pouco diferente, por ser cheio de palavras. Tinha uma espécie de tudo um pouco: adjetivos, nomes, verbos, entre outras classes. Elias parou um pouco de ler e pôs-se a pensar como seria possível existir um corpo assim, meio estranho, aportuguesado.
      O rapaz ia continuar a ler mas, de repente, um furacão de letras invadiu o seu objeto predileto e levou o pequeno petiz para um tornado de palavras. Ficou meio zonzo com a queda, pois o vento do alfabeto não estava bem direcionado. Olhou à sua volta e viu que tinha entrado no Mundo do Português onde não existia vestígio de qualquer tristeza, por isso todos eram felizes.
        Primeiro encontrou a Senhora Preposição que era muito teimosa, mas estava lá sempre para juntar as palavras; depois apareceu o Nome que era muito próprio mas também bastante comum e ainda se deparou com o adjetivo multifacetado.  Estas três chavinhas da Língua Portuguesa mostraram-lhe aquele mundo e o jovem ficou maravilhado!
       A certa altura da visita guiada, chegaram à casa do Verbo que era muito ativo e decidiu não os deixar passar, caso não soubessem conjugar o parente partir em todos os modos. Apesar de ser complicado, lá se “enverbaram” e acertaram.
       Ao prosseguirem o caminho, pararam na casa do Determinante e do Pronome que eram irmãos, mas não iguais. Foi então que chegaram aos Grupos das Frases que os impediram de continuar. A sorte foi o Grupo Adverbial ser simplesmente pacífico e deixá-los passar. Surgiu ainda um Quantificador que servia para contar. Seguiram-se o Advérbio e a Conjunção que se foram juntar aos restantes elementos do grupo.
Em jeito de conclusão, chegaram os Tipos das Sujeito quer fossem simples, compostos ou nulos, todos eram bons amigos.
          No mundo real nunca mais se ouviu falar do Elias; se calhar teve um enfarte de vogais ou até um desmaio de ditongos! A única coisa que eu e tu sabemos é que ele deve ter ficado num verdadeiro FUNGAGÁ DA LÍNGUA PORTUGUESA!

                                                                       Mariana Gomes, nº 24, 7º E